Tags

, , , , ,

A greve dos caminhoneiros é nacional. Eles protestam contra normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que rege as atividades dos profissionais. Pegamos carona nesse assunto e lembramos de outra greve. A proposta do governo para tentar acabar com a greve nas instituições federais de ensino dividiu os sindicalistas. Em Londres, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que os professores não podem se queixar da oferta, alegando que, em momento de crise econômica mundial, poucos segmentos estão recebendo aumentos ou garantias. O internauta pergunta se um filho de Deus deve participar de movimentos grevistas. Preservamos sua identidade.

No momento atual, nos deparamos com a Justiça Federal, a Justiça Estadual e a UFRGS em greve no nosso estado (RS).

Acompanhe a resposta que preparamos para o mesmo.

Greve de professores e caminhoneiros

Esse é um assunto complexo, pois envolve pessoas e situações muito diferentes, além de dor, sofrimento e injustiça. Quero dar-lhe, porém, os parabéns pela sua atitude. Você, do ponto de vista legal, tinha o direito de envolver-se no movimento, especialmente se as condições de trabalho ou de salário eram desfavoráveis, mas esta seria, realmente, a melhor atitude para um cristão? A Bíblia não fala sobre greves, como as que conhecemos hoje. Ela recomenda o amor como resposta à injustiça e a oração como instrumento de justiça social (Mt 5:44; Lc 6:27).

Nosso maior exemplo deve ser Cristo que, numa época de profunda injustiça, não criou nenhum movimento de libertação social, nem uma revolução política, muito menos um grupo de ativistas. Por outro lado, criou um movimento baseado no amor, levando as pessoas a Deus e prometendo, em troca, suprir todas as suas necessidades

(Mt 6:25-33). Quando lhe perguntaram: “É lícito pagar tributo a César?”, Ele respondeu: “Dai, pois, a César o que é de César…” (Mt 22:17-21). Ele ensinou que um cristão deve cumprir suas obrigações legais até o ponto em que elas não entrem em choque com os princípios do Céu. Caso contrário, deve deixar a justiça nas mãos de Deus, ser mais poderoso que os patrões humanos – nosso Deus, e um instrumento de justiça social mais eficiente que as greves – a fé e a oração. Não vamos ser injustos, ignorantes ou vítimas se nos mantivermos distantes, mas vamos demonstrar equilíbrio, justiça e fé.

Os cristãos nunca deveriam ser conhecidos pela agitação, pelos atritos, críticas ou espírito negativo que semeiam em seu ambiente de trabalho. Devem ser reconhecidos, sim, pela qualidade de tudo que fazem, pelo amor ao próximo e pela honestidade e fidelidade aos princípios bíblicos. Esses valores mantêm empregos, criam o respeito dos chefes e promoção no ambiente de trabalho, além de salários justos. Precisamos lembrar que o testemunho é mais importante do que a reivindicação. Nossa luta deve ser, sempre, no sentido de servir às pessoas, pois essa é a razão de nossa existência como cristãos. O próprio Filho de Deus veio para servir e não para ser servido (Mt 20:28).

O cristão está sempre mais disposto a servir do que cobrar. Quando alguém é eficiente no que faz e deixa os resultados nas mãos de Deus, faz a melhor escolha. Se a greve, como no seu caso, não depender de você, pois é um movimento nacionalmente articulado, continue cumprindo suas obrigações. Se for impossível, por causa da violência ou outras ameaças, fique longe da agitação, aguardando apenas o momento de retomar suas atividades.

Pense nisso e seja feliz!

Fonte: http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/ – pequenas adaptações.

Anúncios