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Guilherme, filho de uma família aristocracia chamada Farel, residente num dos distritos alpinos da França, o Delfinado. Nasceu em 1489.

Teve ele três irmãos, Daniel, Walter e Cláudio, e uma irmã. Na sua infância e adolescência cresceram todos juntos, sendo educados, devotamente pelos pais dentro da tradição da igreja Católica Romana.

Guilherme, era um jovem de espírito dedicado à religião, cresceu no seio familiar se entregando às superstições, crenças e a venerações dos santos, como nenhum outro. Porém, Farel ele era questionador, tinha sede de vida, de saber, de luz. Nessa época, ele pediu a seus pai permissão para estudar, o que a princípio trouxe reservas ao pai, não era costume da época um jovem nobre deixar seu rosário e espada para dedicar-se a tal ofício.

No Delfinado, Farel se dedicou com ardor aos estudos. Tal era sua sede do saber que logo os seus mestres se lhe mostraram maus educadores e incapacitados. Não desistiu e conseguiu superar essa dificuldade toda ao ponto de vir a tonar-se um destaque.

Não bastasse o ensino já recebido, Farel tinha os olhos na famosa universidade de Paris. Com a permissão dos pais, ele chegou a Paris por volta de 1510.

Na universidade de Paris, Farel iria encontrar um mundo totalmente diferente aqueles distrito dos Alpes franceses, o que mudaria a sua vida por completo.

Pouco tempo depois, Farel se encontrou com Lefèvre, um mestre que a pouco começara a combater as barbáreis supersticiosas de sua época Lefèvre, expôs os filósofos com uma eloquência nunca antes vista. De espírito irrequieto, Lefèvre não se satisfez com os filósofos, mas foi direto para as Escrituras enfatizando o seu estudo direto, a partir mesmo das línguas originais, que por esta época estavam recuperando seu valor.

Um novo mundo se descortinou sobre os olhos de Lefèvre. Ele encontrara a verdadeira mensagem do Evangelho. Isso transformou radicalmente sua fé , que mesmo já sendo piedosa antes de conhecer o Evangelho, não era verdadeira e se firmava nas obras humanas e nos ensinamentos da tradição da Igreja Católica Romana. Em pouco tempo, Lefèvre sacudiu a vida dos seus discípulos ao expor sua novas doutrinas, por exemplo, a justificação pela fé e autoridade total da Bíblia sobre o papado.

Farel se afeiçoou a Lefèvre observando-o sempre com muita autoridade. Aquela nova doutrina tomava conta de seu coração, provocando conflitos inevitáveis, pois sua fé se estremecia a procura da verdadeira sabedoria. Com o tempo, Farel foi tomado de convicção tal, que as superstições e as antigas crenças nas tradições da igreja se lhe mostravam como mentirosas e demoníacas. Mesmo diante de pressões, provavelmente Farel teria voltado por pouco tempo a fé católica, mas não suportou convicção do pecado e da autoridade das Escrituras, que eram mais fortes em seu coração.

Vencidos os conflitos, Farel voltou-se completamente para a Bíblia, estudando grego e hebraico. A cada dia o seu coração era tomado de convicção maior e amor pelas Escrituras.

Farel , Porém, não foi o único francês em que o espírito ardia devido a nova luz. Os ensinamentos de Lefèvre ardiam em vários outros corações que seriam os responsáveis pela reforma na França. Portanto, a reforma na França não foi foi nenhuma importação do estrangeiro, antes ela começou dentro da própria universidade de Paris, em solo francês. Daí em diante, na época do Imperador Francisco I, a reforma na França vai ganhando proporções cada vez maiores. Logo começaram as perseguições que foram tão fortes e avassaladoras como em nenhum outro lugar da Europa. Mesmo assim, a luz do Evangelho se espalhou por vários lugares da França.

Por ocasião de uma perseguição, Farel retorna aos Alpes franceses a fim de buscar refúgio. Ali junto da família Farel pôr-se a proclamar o Evangelho aos seus familiares, chegando a implorar aos seus irmãos que se convertessem ao Evangelho, e por fim Daniel, Walter e Cláudio foram ganhos para o reino de Deus anunciado pelo irmão.

Farel não se contentou a conversão dos irmãos, somente mas anunciou o Evangelho aos parentes e amigos em Gap e suas vizinhanças. Mesmo diante das ameaças que logo surgiram, ele não parou e continuou pregando por toda aquela região, até para em Basiléia, onde lhe acendeu o desejo de conhecer os reformadores da Suíça, Zwínglio e da Alemanha, Lutéro. Foi quando em 1534, fugindo da perseguição, Farel chegou a Suíça.

Na Suiça, Farel e os outros reformadores pregavam a fé evangélica. Encontrou ele várias resistências e uma delas foi a do humanista mais famoso da época Erasmo de Roterdã, que foi obrigado a engolir a seco a vida desse piedoso e intrépido reformador delfinense, quando expôs ousadamente na universidade da Suíça os grandes princípios da reforma.

Pouco tempo mais tarde, Farel foi a Zurique onde conheceu Ulrico Zwínglio. Porém, de volta a Basiléia, Farel foi obrigado a sair da cidade, por obra maldosa de Erasmo e seus amigos que guardavam uma aversão muito grande ao reformador. Daí, partiu ele para Strasburgo afim de continuar até Wittenberg e encontrar-se com Lutero. Mas ao que parece não foi até lá. Permanecendo em Strasburgo, onde recobrou as forças e fez contados, para voltar a Suíça e a França.

Nesse ínterim, a Reforma já havia ganhado proporções muito amplas, chegando a quase todos os países da Europa. Mas especificamente à influência de Farel, em 1526 na Suíça de fala francesa a Reforma ganhou espaço; 1528 Aigle, Ollon e Bex ajuntaram-se a Reforma; em 1529, foi a vez de Lausanne; em 1532 ele chegou a Genebra, que vivia uma profunda crise política, moral e espiritual. Depois de muitas dificuldades, o conselho da cidade aprovou a fé evangélica, e 1536. Durante esse tempo, a figura de Calvino apareceu, quando Farel o constrange a permanecer em Genebra para pastoreá-la.

Durante o tempo em Genebra, juntamente com Calvino, Farel acompanhou em tudo as ações do novo reformador, ao ponto de se exilar com ele em Strasburgo, em 1538.

Guilherme Farel prosseguiu sua obra reformadora dirigindo – se a Neuchâtel, de onde foi visitar Calvino pela última vez , morrendo em 1565.

Fonte: http://elescreram.blogspot.com.br/

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