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O tema do estudo de hoje baseia-se no mandamento contido no verso 18 do capítulo 5 de Efésios: Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito. O apóstolo compara os efeitos da embriaguez com o álcool (mencionando o vinho porque esta era a bebida alcoólica mais comum na Palestina), aos efeitos do enchimento do Espírito Santo.

Sobre bebidas alcoólicas: Há quem defenda o consumo de bebidas alcoólicas socialmente, inclusive justificando-se pelo fato de Jesus ter, inclusive, transformado água em vinho, nas bodas de Cana da Galiléia. Por outro lado, há diversos textos bíblicos que alertam para os perigos do consumo de álcool e exatamente por isso preferimos não recomenda-lo. Cito o exemplo de Noé, o patriarca, que se embriagou com vinho, desnudou-se e acabou por trazer sérias conseqüências para a descendência de um de seus filhos (Gn 9:20-21).

Em Pv 20:1, temos um alerta muito claro sobre a ingestão de bebidas alcoólicas: O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles. Outro texto mais claro ainda é Pv 23:29-35. Aqui a Bíblia relata a triste vida de um alcoólatra, descrevendo-a como recheada de ais, tristezas, brigas, feridas… Estatísticas oficiais mostram que cerca de 10% da população masculina do Brasil é alcoólatra – isto é terrível! A quantidade de adolescentes e jovens que consomem álcool é alarmante. Por isso, por uma questão de testemunho e precaução, optamos por nem ingerir bebidas alcoólicas.

O texto do estudo de hoje inicia-se com um alerta: Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios (Ef 5:15). Toda a Bíblia nos alerta que ser dado ao álcool é uma terrível insensatez.

A embriaguez do Espírito: No verso 17, o apóstolo recomendou – não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Compreender a vontade do Senhor para nós é um esforço que cada um precisa empreender. Claro que as Escrituras têm a revelação do que o Criador quer que sejamos. Não há como duvidar de que o Criador deseja que sejamos cheios de Seu Espírito Santo. Por isso o verso 18: deixem-se encher pelo Espírito.

Quando os primeiros cristãos viveram pela primeira vez a experiência de serem cheios do Espírito (Atos 2, no dia da festa de Pentecostes), muitas pessoas em Jerusalém chegaram a pensar que eles estivessem embriagados (At 2:13). Quando um crente é cheio do Espírito pela primeira vez pode acontecer algum tipo de manifestação semelhante ao embriagado: alegria incontida, choro, fraqueza nas pernas, alteração na forma de falar… Porém, tais manifestações são o que menos importa. Vale ressaltar que a experiência de ser cheio do Espírito precisa ser mantida, renovada – observe que em Atos 4:31 os mesmos de Atos 2 foram, novamente, cheios do Espírito.

Manifestações: Tanto em Atos 2, como em Atos 4, a principal de todas as manifestações foi a coragem para pregar. Cair no chão, gritar, chorar, rir sem parar… de que adiante se não houver testemunho do Evangelho aos perdidos? Pois em Atos foi esta a manifestação do poder do Espírito nas vidas dos cristãos. Eles não temiam pelas próprias vidas e pregavam a tempo e fora de tempo.

Em Efésios 5:19-21, encontramos os resultados práticos de uma vida cheia do Espírito:

a) A linguagem muda: Observe que Paulo não menciona o dom de orar em línguas. Claro que orar em línguas tem seu valor. Mas aqui o apóstolo ressalta outro aspecto – a linguagem do louvor e da gratidão. Paulo ressalta o salmodiar, os hinos e os cânticos espirituais (a linguagem da adoração).

b) Dar graças constantemente: Quando murmura o crente entristece o Espírito (Ef 4:30). O apóstolo recomenda a gratidão a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (v. 20). Quando você murmura acaba por ofender aquele que supre sua vida, seu Pastor, Jesus Cristo.

c) Servir como privilégio: O último verso, 21, contém o mandamento: Sujeitem-se unas aos outros, por temor a Cristo. Sujeitar-se significa colocar-se abaixo, em servidão. Jesus Cristo é nossa inspiração maior – Ele mesmo não veio para ser servido, mas para servir (Mt 20:28). O Mestre ensinou que no Seu Reino, o maior é quem serve (Mt 23:11).

d) Fazer discípulos: A maior evidência de viver uma vida cheia do Espírito é o cumprimento da ordem do Senhor de fazer discípulos. O Espírito Santo é responsável por nos ajudar tanto a ser como a fazer discípulos para Jesus.

Ore com os discípulos e leve-os a declarar que desejam embriagar-se do Espírito Santo. Ressalte na oração cada uma das características estudadas: Espírito Santo, eu quero coragem para testemunhar, quero a linguagem da adoração, a capacidade de ser grato sempre, servir aos meus irmãos e gerar muitos discípulos para Ti.

Autor: Pastor Paulo Petrizi
Fonte: http://www.pregaapalavra.com.br/celula/14.htm#

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