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LouvorHoje vamos analisar mais uma música dentro da Filosofia Humanista (para saber mais sobre o assunto, clique aqui). “Restitui”, pelo nome já se percebe que o centro da mensagem é o próprio homem, que busca a Deus para satisfazer sua própria vontade. Aqui é mais que uma busca ou um pedido: é uma ordem. E você vai perceber o quanto esta filosofia maligna está encharcando esta música. Vamos analisá-la.Em primeiro lugar, é uma melodia lenta, que pode ser confundida com melodia de “Adoração”. Mas perceba que em nenhum momento a música adora a Deus. Esta é uma das características da música com filosofia humanista: ela é disfarçada de adoração, mas na verdade, é antropocêntrica, isto é, o ser humano é o centro das atenções, e Deus é um mero coadjuvante para realizar suas vantagens.

Vamos à letra.

“Restitui” (Toque no Altar)

Os planos que foram embora
O sonho que se perdeu

Em primeiro lugar, começamos logo com essa frase. Uma frase que mexe emocionalmente com quem a ouve. Uma pessoa que perdeu coisas materiais, que teve problemas financeiros, que tem problemas familiares, enfim. Essa pessoa automaticamente fica mais sucetível à emoções quando ouve esta frase.

Outro problema: a música está falando dos sonhos de quem? Dos planos de quem? De Deus para o homem ou do próprio coração do homem?

Quando um crente quer realmente ser servo de Deus, ele pode até fazer planos, mas espera a resposta certa do Senhor (Provérbios 16.1). Ele espera no Senhor sem desistir, na certeza que Ele não falha, pois “O justo viverá pela fé” (Gálatas 3.11). A certeza do crente é que, mesmo que seus planos dêem errado, os planos do Senhor nunca podem ser frustrados (Jó 41.2).

Então, se a música já começa falando sobre os planos que foram embora e o sonho que se perdeu, estes planos e sonhos não são os planos de Deus para o homem, e sim, do homem para sua própria vida. Continuemos.

O que era festa e agora
É luto do que já morreu

Uma forma de criar emocionalismo em cultos é usar a queda ou depressão de alguém numa música, e colocar que foi “o Diabo que levou embora” quando não há respaldo bíblico que o diabo faça tal coisa. Mesmo na história de Jó, quando tudo foi levado dele, foi com o consentimento de Deus, porque Ele tinha planos maiores para Jó. Mas, em nenhum momento, Jó pediu “restituição” do que havia perdido. Ao contrário. Jó disse:

“O Senhor o deu, o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor.”

Por ter honrado a Deus e não ter se colocado no centro de sua própria vontade, Deus restituiu a tudo quanto Jó tinha, dando-lhe muito mais. Aquilo tudo foi uma experiência para Jó, ele conheceu a Deus de perto, tendo intimidade com Ele. A história desta música é bem diferente da história de Jó. É uma versão humanista e antropocentrista.

Não podes pensar que este é o teu fim
Não é o que Deus planejou
Levante-se do chão
E erga um clamor
(…)
O tempo que roubado foi
Não poderá se comparar
A tudo aquilo que o Senhor
Tem preparado ao que clamar
Creia porque o poder de um clamor
Pode ressuscitar

Aqui corrobora-se a Filosofia Humanista em músicas gospel, como eu havia explicado em postagem específica. A disseminação da filosofia satânica disfarçada de “vontade de Deus” é explicitada aqui. O que o homem sonhou e desejou, mas que não era do coração de Deus (porque se frustrou, e o que Deus planeja não é frustrado jamais) se transforma em “vontade de Deus”. Satanás leva a culpa pelas perdas do homem, retirando dele a culpa por ter planejado sem consultar a Deus e sem pedir orientação dEle. E ainda ensina ao homem a reclamar seu “direito” (?!). A música, em vez de incitar a um clamor de misericórdia a Deus, uma oração para que Deus o perdoe e ensine a caminhar segundo Sua benevolência e santa vontade, incita ao cristão que está nesta situação a fazer o seguinte clamor:

Restitui
Eu quero de volta o que é meu

A culminância da Filosofia Humanista. Deus passa a ser SERVO e o homem passa a ser SENHOR, que diz ao “servo” o que Ele deve fazer para garantir ao “senhor” seu BEM ESTAR. O exemplo de humildade de Jó e a forma como ele aprendeu com sua situação são deixados de lado numa comparação satânica e anti-bíblica. Uma heresia.
Conclusão

Esta é uma das músicas mais humanistas já compostas para se “adorar” a Deus. Incita ao cristão a exigir de Deus que seus próprios planos e sonhos sejam realizados, fantasiando-os de “vontade de Deus”. Incita ao cristão a não ouvir a voz de Deus e fazer seus próprios sonhos e planos sem Sua divina orientação. Incita ao cristão a ser exigente ao invés de humilde. E em nenhum momento o cristão neste momento se ajoelha e ora a Deus, adorando-o.

Fonte: Gospel Subliminar

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