Tags

, , , , , , , ,

HISTÓRIA

Cidade de Canaã, cerca de 19 km ao norte de Jerusalém. Betel é mencionada 65 vezes na Bíblia, menos apenas do que Jerusalém. Aparece primeiramente relacionado ao lugar onde Abraão armou sua tenda e edificou seu segundo altar (Gn 12.8; 13.3). Foi ali também que Jacó teve a visão dos anjos que subiam e desciam por uma escada celestial e aonde retornou após 20 anos para cumprir seu voto e erguer um altar. Chamou o lugar de “El-Bet-el”, porque ali Deus se manifestou a ele (Gn 35.2-7).

Tempos depois, durante a guerra de Israel com os benjamitas (Jz 20), os filhos de Israel foram até Betel para consultar a Deus, porque a Arca da Aliança estava naquela cidade (Jz 20.26-27). Em Betel eles levantaram um altar e ofereceram holocaustos e oferendas a Javé. Ao final da guerra, os israelitas retornaram novamente a Betel, construíram um altar e novamente ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas (Jz 21.1-4).

Depois da morte de Salomão e da divisão do reino, Jeroboão, rei de Israel (o Reino do Norte) mandou forjar dois bezerros de ouro, colocando um em Betel e outro em Dã (1Rs 12.29-33), sendo, portanto, objetos de adoração. Isto transformou Betel na principal cidade-santuário de Israel, rivalizando com Jerusalém que era de Judá.

Os profetas Amós e Jeremias denunciaram Betel por sua idolatria (Am 5.5-6; Jr 48.13). Oséias denunciou a grande iniquidade praticada no lugar (Os 10.5-15), chamando de Bete-Aven (Casa dos Ídolos), porque havia um bezerro de ouro ali. Em uma reforma religiosa que buscava restaurar a adoração a Javé, o rei Josias destruiu o altar de Betel (2Rs 23.15). Na época da libertação da Babilônia, o povo judeu liderado por Zorobabel habitou em Betel (Ed 2.28; Ne 7.32). O lugar voltou ao controle dos benjamitas (Ne 11.31).

ARQUEOLOGIA

O doutor Albright, das Escolas Americanas de Investigação Oriental, realizou sondagens no local em 1927; o doutor J. L. Kelson, do Seminário Teológico Pttisburg-Xenia e outros jovens arqueólogos se uniram a ele em 1934. A escavação foi reiniciada pelo doutor Kelson em 1954.

Os achados revelam indícios de um povoado que se estabeleceu na região por volta do ano 2000 a.C., e foi destruído por um terrível incêndio no século XIII a.C., possivelmente durante o agitado e desorganizado período dos juízes de Israel, ou conforme alguns acreditam, durante a chegada dos israelitas sob o comando de Josué. O povoado foi reconstruído no nono século, e destruído pelos assírios entre 724-722 a.C., durante o cerco a Samaria. Reviveu, sendo destruído outra vez por um grande incêndio por volta do ano 597 a.C., possivelmente causado pelo exército de Nabucodonosor. Reconstruído na última parte do Império Persa, prosperou até ser mais uma vez destruído pelos romanos no ano 70 d.C., ao tempo em que destruíram Jerusalém.

Os primeiros muros da cidade estavam entre os melhores da Palestina dessa época. Havia um sistema de drenagem com pedras alinhadas, surpreendentemente bom construído, que corria sob dois pisos de gesso, e transportava a água da chuva e a água usada para fora do muro da cidade. Nos primeiros níveis das ruínas de Betel havia muitos objetos do culto cananeu. Todavia, depois que Israel se apoderou dela, não foram encontradas imagens nem monumentos a deuses falsos, nem sequer indícios do bezerro de ouro de Jeroboão.

FONTE:

Bíblia Thompson – Editora Vida

Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista

Fonte na internet: http://www.santovivo.net

Anúncios