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Se você já teve ambas as Bíblias em mãos, certamente percebeu algumas diferenças. Os textos são idênticos, porém há livros a mais na versão católica. Toda a diferença está no Antigo Testamento: o Novo Testamento é o mesmo.
O que aconteceu foi o seguinte. Há duas coleções de rolos sagrados organizados pelos judeus: a da PALESTINA (com 39 livros, que só aceitam textos escritos na terra de Canaã) e a de ALEXANDRIA (a Septuaginta, tradução da Bíblia hebraica feita entre 280 e 250 a.C. com 45 livros, que acrescentou obras escritas em grego fora da Terra Santa). Com alguma controvérsia, a igreja utilizou a coleção de Alexandria (já que era em grego, e facilitaria a evangelização dos gentios) até a Reforma Protestante. Nesta, Lutero (1483-1548 d.C.) optou pelo grupo de livros da Palestina.
Estes “livros extras” da Bíblia Católica são chamados, pelos católicos, de deuterocanônicos, e pelos protestantes, de apócrifos.

Os livros apócrifos são os seguintes:
– Tobias
– Judite
– Repouso de Ester (acréscimo do livro de Ester)
– Sabedoria de Salomão
– Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes)
– Baruque
– Cântico dos Três Mancebos (acréscimo a Daniel após o capítulo 3.23)
– História de Suzana (ampliação do livro de Daniel)
– Bel e o Dragão (outro acréscimo a Daniel)
– I Macabeus
– II Macabeus
O mais importante de todos eles, sem dúvida, é I Macabeus, que conta a história de Israel no período independente do segundo século antes de Cristo.

Fonte: Curiosidades Bíblicas

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